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ID: 46829
Código de Localidade: 3304904
Município: São Gonçalo
Tipo de material: fotografia
Autor: Coutinho, Jorge Azeredo
Título: Fazenda Colubandê : São Gonçalo, RJ
Local: [S. l.]
Editor: [s. n.]
Ano: [19--]
Descrição física: 1 fot. : p&b
Série: Acervo dos municípios brasileiros
Notas: A Fazenda Colubandê, fez parte da sesmaria doada ao colonizador Gonçalo Gonçalves, a Casa Grande foi construída no século XVII por Catarina Siqueira, atual proprietária do antigo Engenho Nossa Senhora de Mont´Serrat, que passou a se chamar Engenho Colubandê. A Fazenda, foi vendida ainda quando estava em construção para o judeu Benamyn Benevitis, que para fugir da inquisição se converteu ao cristianismo, recebendo o nome de Ramires Duarte Leão. O novo proprietário não utilizava o cultivo de um único produto na fazenda, como era de costume na época. Dessa forma, o engenho foi um dos mais produtivos do país utilizando a mão-de-obra escrava. Apesar de ter sido convertido ao cristianismo, Leão não deixou de praticar o judaísmo e trazia judeus perseguidos de outros países para localidades próximas ao engenho. Após a morte de Ramires Duarte Leão, a Fazenda passou para sua esposa Ana do Vale, e posteriormente para os filhos e cônjuges, estes por também serem perseguidos pela Inquisição, foram presos pelo Santo Ofício. Em 1713, a fazenda foi confiscada pela Igreja e entregue aos jesuítas. Seu último proprietário foi o Coronel Berlamino Siqueira, o Barão de São Gonçalo, cujos descendentes ali residiram até 1968.
A Fazenda é considerada a mais antiga arquitetura rural brasileira, e um dos monumentos mais bem preservados. Por ter pertencido a várias pessoas, a Casa Grande não possui um estilo arquitetônico padrão. Foi construída em torno de um poço, de acordo com a tradição judaica. O teto tem estilo oriental, as janelas mostram influência da época de Luís XV e o entorno da varanda possui 16 colunas em estilo greco-romano. A Casa Grande possui dois andares com características marcantes do período colonial, com influências arquitetônicas do barroco. As portas e janelas avermelhadas evidenciam os grandes cômodos da histórica casa. Suas dependências inferiores (subsolo), onde residiam os escravos, se destacam por suas sombrias e tristes masmorras.
Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 23 de março de 1940.
Desapropriada pelo antigo Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 19 de Novembro de 1969, por Decreto nº 14.406, do Exmº Sr. Governador Geremias de Mattos Fontes, passa a ser destinada à ocupação do Corpo de Policiamento Militar. Em 1988, do Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro, cedendo as instalações da Fazenda Colubandê a PMERJ, a qual passa a ser sede do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente. Em 2012, o Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente foram transferidos para uma nova sede. Atualmente a Fazenda está desocupada e sofre um empasse entre os Governos Federais, Estaduais e Municipais sobre o que fazer com este Patrimônio Histórico.
Disponível em: http://soscolubande.blogspot.com/p/historia-do-bairro.html. Acesso em: maio. 2016.
Disponível em: http://historiasemonumentos.blogspot.com/2015/04/brasil-rj-sao-goncalo-casa-da-fazenda.html. Acesso em: maio. 2016
Disponível em: http://azulejosantigosrj.blogspot.com/2014/11/sao-goncalo-i-capela-de-santanna.html. Acesso em: maio. 2016.


Assuntos:
Engenhos; Fazendas; Polícias; Quartéis; Rio de Janeiro (Estado); São Gonçalo (RJ)

Título Secundárias: Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente; Corpo de Policiamento Militar; Engenho Colubandê; Engenho Nossa Senhora de Mont´Serrat


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